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2009
Intervenção móvel-urbana
 
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Roaming
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Grampo

Captas de Fabio FON e Soraya Braz é uma intervenção urbana em que chamativas capas alaranjadas começam a tagarelar ruidosamente quando percebem o uso de telefones celulares, em trânsito pela cidade. Essa ação faz uso de performers e capas plásticas constituídas de um sistema capaz de disparar conversas pertubadoras de telefone celular pré-gravadas quando percebem o uso de algum telefone celular por perto, emitindo sons de conversas intrusivas de outros falantes em locais públicos. O objetivo do projeto é discutir implicações sociais da telefonia móvel no espaço urbano.

O Projeto Captas é antecedido pelos trabalhos Roaming (2007) e Grampo (2007). O primeiro trabalho trata-se de um painel constituído de pequenos chips oriundos de penduricalhos para telefones celulares dispostos de uma chapa de alumínio. Estes chips são capazes de detectar o uso de telefones celulares e emitir luzes coloridas, desvelando uma rede invisível da radiação destes equipamentos cotidianos. Já o trabalho Grampo, além de também possuir diversos chips luminosos sensíveis às emissões de celulares em uma chapa metálica, também possui uma outra propriedade: quando percebe o uso de telefones celulares por perto emite ruidosas conversas pré-gravadas de falantes perturbadores do espaço público. Estes falantes (presentes em estações de metrô, shoppings, ônibus e outros espaços) são gravados sem qualquer consentimento, o que justifica o título do trabalho. Agora, o Projeto Captas constitui-se no prosseguimento destas pesquisas artísticas.

Os falantes dos espaços públicos poderão ser percebidos por inconvenientes indivíduos vestidos com capas plásticas que tagarelam ruidosamente quando detectam celulares em uso por perto. Estes indivíduos permanecem sempre calados e indiferentes, quando conversas intrusivas saem de suas capas podendo não só incomodar aquele que fala ao telefone de maneira perturbadora, mas instaurando a situação de alguém que segue a conversa alheia. Cada Capta é constituída de uma capa plástica com uma placa controladora Arduino, um MP3 Player, saídas de áudio e sensor radio-freqüência.

Em 2009, intervenções de Captas aconteceram na cidade de Natal, RN, com a participação de Gabriella Rebouças, Igor Lucena e Leandro Garcia e também na cidade de São Paulo, com a participação de Alexandre Mattos, Adriano Mattos e Diniz Gonçalves Jr. No mesmo ano, o projeto foi apresentado na Exposição Instituto Computacional, na Galeria Espaço Piloto (UnB)l e no Museu Nacional da República, em Brasília e também no Mobilefest 2009 - Festival de Arte e Criatividade Móvel, em novembro no Museu da Imagem e do Som (MIS) em São Paulo.

Em sua primeira versão (2009), este trabalho conta com a colaboração da dupla de artistas Sergio Bonilha e Luciana Ohira na programação do hardware - uma placa Arduino - que gerencia o sistema sonoro. As imagens das ações em Natal contaram com a colaboração de Leandro Garcia, Gabriella Rebouças e Igor Lucena.

Em sua última versão (2010), o trabalho passa a contar com um sensor de radiação eletromagnética exclusivamente desenvolvido para Captas, realizado pelos graduandos Jonas Damasceno e Artur Henrique do curso de Engenharia Elétrica da UFRN.

Captas foi selecionado no Edital Arte Tecnológica 2009 da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (FAPERN). No mesmo ano, Captas foi apresentado em São Paulo, durante o MOBILEFEST 2009 - Festival de Arte e Criatividade Móvel e na exposição do evento 8#ART - Encontro Internacional de Arte e Tecnologia, em Brasília.

No segundo semestre de 2010, o trabalho é apresentado na exposição ARTE-Poética-DIGITAL, durante o 5º Seminário de Arte Contemporânea da Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul e também no Salão de Arte Tecnológica FAPERN, organizado pela FAPERN na Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte, em Natal, RN. É apresentado também na MOSTRA SESC DE ARTES 2010 - Ateliê de Ciber[costura], no SESC Pompéia, em São Paulo e também em uma ação organizada na Galeria do Rock, célebre ponto de encontro de tribos urbanas em São Paulo.

Em outubro de 2011, participa do projeto Territórios Híbridos organizado pelo NOMADS.USP, em São Carlos, SP, com uma ação organizada no centro da cidade paulista.

 


Imagens

Grampo Grampo Grampo

ARTIGOS

Captas: irônicas, ruidosas e inconvenientes - publicado nos Anais do 20º Encontro da Associação Nacional dos Pesquisadores em Artes Plásticas (arquivo .PDF).

Mobilidade, ausência e capas amarelas - publicado no Número 5 da Revista V!RUS do NOMADS.USP.

 

Referências na rede

FOLHA ONLINE: Festival traz sandálias para prostitutas e planta que twitta
Artigo ANPAP:CTRL+ART+DEL: Pressupostos reflexivos para pequenos distúrbios em arte e tecnologia
MOBILEFEST: Intervenção móvel-urbana no IV MobilefestNOMADS.USP: Ação CAPTAS em São Carlos, SP

 
CAPTAS EM NATAL: Intervenção móvel-urbana na capital potiguar. As imagens da ação em São Paulo contaram com a participação de Igor Lucena, Leandro Garcia e Gabriella Rebouças.  

CAPTAS EM SÃO PAULO: Intervenção móvel-urbana nas ruas paulistanas. As imagens da ação em São Paulo contaram com a participação de Alexandre Mattos, Adriano Mattos e Diniz Gonçalves Júnior e edição de Victor Hugo Silva e Vinicius Dantas.