A artista cria o trabalho a partir de um pequeno GIF animado – um formato emblemático de imagem em movimento na Internet em seus primórdios – que reproduz infinitamente a projeção de um raio. Iansã, citada no título do trabalho, é a divindade que tem o seu domínio os ventos e as tempestades, além de ser altiva e guerreira. Ao encontrar sua dimensão poética, o GIF e sua obsolescência são ressignificados, como metáfora, uma ancestralidade tecnológica a colocar em xeque a eficiência da tecnologia up to date dos dias de hoje.